COMUNICADORA,

ESCRITORA

E HISTORIADORA

Eu comunicadora

Sou mais uma comunicadora do que apenas jornalista. Busquei o jornalismo há 15 anos porque queria contar histórias. Aprendi com a profissão que ouvir, entender e “traduzir” o outro é parte essencial do processo. Sou obstinada pela ampla divulgação da informação, e por isso não apenas aprendi línguas e técnicas além do texto, como escrevi sobre educação e busquei a faculdade de História para mais embasamento e difusão do conhecimento.

A importância das narrativas

Em um período de impermanências e transições, em que temos um pé em um mundo conhecido, mas que não existe mais, e outro em um novo, ao qual pertencemos mas não entendemos ao certo as regras, algo nos conecta: precisamos de narrativas. Elas fazem parte de toda a nossa vida: descrevem quem somos, como estamos inseridos no mundo, nossa árvore genealógica, nossa visão de futuro, nossas utopias, nossas crenças, nossa nacionalidade, nossos relacionamentos, nossas escolhas.

A narrativa permeia tudo e é uma permanência que nos une às mulheres e aos homens que já viveram ao longo da história. Narrativas trazem sentido ao indivíduo e ao mundo. São ferramentas para compreender o que nos rodeia, mas também para se sentir parte.

Eu construo narrativas. E não no sentido da fabricação mecânica e vazia, mas naquele que entende que o mundo do homem e suas simbologias são construções históricas, e que contar histórias vem da habilidade não apenas de saber alinhavar informações, mas de cuidar da sua forma. Construir narrativas é considerar o todo da comunicação: o que, para quem, como, em qual plataforma, com qual linguagem, usando qual conjunto de sentidos se comunica.

Eu desconstruo narrativas. E não no sentido da destruição, mas da compreensão das ideias e dos interesses contidos em discursos. Da análise crítica da narrativa para além da sua mais óbvia intenção. Em um mundo onde informação é poder, desconstruir e construir narrativas têm grande valor.

Sempre recebi elogios por...

organização

criatividade

escrita

pesquisa

Interesses que me motivam

Como as coisas funcionam e por que são como são e não de outro jeito? Sou obstinada por ir a fundo, desconstruir e confrontar diferentes discursos sobre um mesmo tema, buscar origens e transformações de um fenômeno. Temas de interesse: História, artes e cultura, cidades, mentalidades, educação, alimentação e gastronomia, gênero, ciências, tecnologia, museologia, design, psicologia.

Minhas ferramentas

Texto, fotografia, videos, design, línguas, sites em WordPress, redes sociais (Instagram, Facebook e YouTube), ferramentas de produtividade (Evernote e Toodledo) e métodos de organização e sistematização de informações (GTD, mind mapping, design thinking).

fluente
intermediário
fluente
básico

Línguas são códigos de comunicação

Sou apaixonada pelo aprendizado de idiomas. Línguas são códigos não apenas que dão acesso e abrem portas para novos conhecimentos, mas que revelam toda a lógica de uma determinada cultura.

Além do português como língua nativa, aprendi e aprendo os idiomas ao lado (inglês, francês, espanhol e alemão).

Para quem já construí narrativas e o que aprendi com isso

Formiga-me (2015-): como fundadora e sócia deste projeto editorial, aprendi gestão de projetos independentes, a elaborar parcerias, a pensar na monetização de um projeto jornalístico, a articular maneiras de chegar ao público e se fazer visível com poucos recursos, a criar comunidade, a desenvolver uma linha editorial, a aprimorar o engajamento em redes sociais, a explorar recursos tecnológicos e audiovisuais além do texto (vídeo, áudio, além de iniciativas offline como jornal, guias da cidade e mapas colaborativos), a usar SEO para otimizar a busca pelos nossos conteúdos na internet, e a fazer palestras e ministrar workshops.

Editora Segmento (2005-2015): como estagiária, freelancer, redatora, sub editora, editora, coordenadora de novo projeto ao longo de alguns anos, tive a oportunidade de entender o funcionamento de uma redação como um todo, por diversos pontos de vista. Além disso, passei por mais de oito veículos da editora, e com isso aprendi a adaptar meus processos, as pautas e a linguagem a diferentes linhas editoriais e públicos. Também pude exercitar gestão de projetos editoriais e de equipe, além de usar a criatividade para fazer muito com poucos recursos. Foi essencial, da mesma forma, me aprofundar no tema de educação, de fundamental importância para o país e sobre o qual poucos jornalistas entendem.

Também tive experiência como repórter e editora de veículos independentes sobre sustentabilidade de 2007 a 2009: a Revista Sustenta! (inicialmente da CartaCapital, posteriormente da editora Trivela, que se tornou F451) e a revista Ideia Sustentável (nesta oportunidade eu escrevia reportagens semanais sobre o tema para o jornal Gazeta Mercantil). Com isso, não apenas pude aprender sobre o assunto, que estava se consolidando ainda no meio corporativo, como desenvolvi multifuncionalidades e prática para fazer o melhor trabalho possível com poucos recursos.

Trabalhei ainda esporadicamente como freelancer para outros veículos além da Editora Segmento, como Crescer, CartaCapital, Página 22.

Em todas as redações em que trabalhei, um dos maiores desafios era pensar no jornalismo online. Não apenas pelo sentido da monetização, mas também de formato, desatrelando o conteúdo do impresso. Fui não apenas repórter, mas editora e coordenadora de produtos online, e com isso tive a oportunidade de vivenciar as dificuldades das empresas de jornalismo nessa tarefa e também desenvolver propostas para novas abordagens.

Prêmio Cláudia: participei de três edições do prêmio que reconhece mulheres de destaque em 5 áreas (ciências, políticas públicas, cultura, negócios e trabalho social). Fiz um extenso trabalho de pesquisa para descobrir mulheres de todo o Brasil com um trabalho relevante na sua área. Fiz viagens para conhecer as finalistas e produzir perfis delas para a comissão julgadora. Neste trabalho exercitei minhas habilidades de pesquisa e redação de perfis. Nas revistas Sustenta! e Ideia Sustentável eu também era responsável pela pauta, redação e edição de perfis, o que sempre foi bastante estimulante para mim pelo caráter literário do estilo.

Trabalhando com sustentabilidade, tive bastante contato com o mundo corporativo, aprendendo assim sua lógica, prioridades e objetivos. Como redatora freelancer posteriormente para a F451, tive a oportunidade de praticar como comunicar os valores e mensagens das empresas para seu público em em função do seu objetivo. Como sócia e coordenadora de conteúdo da Desformatados (2016-), pude aperfeiçoar esse tipo de comunicação na elaboração de sites (arquitetura, navegabilidade, conteúdo) e identidade visual.

Desafios do jornalismo que busco dar conta

  • Se comunicar de maneira eficiente e atrativa, usando outros recursos que não apenas o texto (gráficos, podcasts, vídeos etc.)
  • Bolar estratégias para alcançar o público-alvo
  • Ter um papel em um mundo em que todos podem produzir conteúdo e há um excesso de informação - filtrar, analisar, explicar, dar contexto e tratamento à informação, trazer racionalidade
  • Monetização da produção de conteúdo online
  • Incorporação efetiva da diversidade e da representatividade
  • Análise de grande quantidade de dados

Formação

casper-libero

Comunicação Social (habilitação em Jornalismo) na Faculdade Cásper Líbero

fflch

História na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP

Outras experiências

Com a graduação em História, aprimorei minhas habilidades de leitura, pesquisa, sistematização de informações, aplicação do método científico, análise de discursos, análise de rupturas e continuidades, estudo de visões discrepantes sobre um mesmo evento, desconstrução de tabus, visão de longa duração. Também passei a compreender a historicidade dos conceitos, períodos e movimentos, e como os eventos e formas de agir de hoje estão conectados a processos históricos. Compreender em profundidade a diferença entre história e memória foi bastante enriquecedor e útil para o entendimento de eventos atuais.

PRODUÇÃO DE VÍDEOS JORNALÍSTICOS PARA A INTERNET (ANJ e Knight Center, 2016)

STORYTELLING IN VIDEO BASICS (New York Video School / Udemy, 2015)

CIDADES UTÓPICAS (Espaço de Cultura Bela Vista, 2015)

GESTÃO DE MÍDIAS SOCIAIS E MONITORAMENTO (ESPM, 2015)

SÃO PAULO – MAPAS DA CIDADE DE CRESCIMENTO ILIMITADO (Centro de Pesquisa e Formação do Sesc-SP, 2014)

FOTOGRAFIA COMPLETA (Museu da Imagem e do Som – MIS/SP, 2014)

ESCOLA DE PARKLET (Escola São Paulo, 2014)

ANÁLISE DE CIDADES (Escola São Paulo, 2014)

FINAL CUT PRO X (edição de vídeos para mac) (Museu da Imagem e do Som – MIS/SP, 2014)

DEVELOPING IDEAS FOR NEW COMPANIES (University of Maryland / Coursera, 2014)

THE STARTUP PITCH (Kauffman Fellows Academy / NovoEd, 2013)

OFICINA ORBITALAB (OrbitaLAB, 2013)

DESIGN THINKING ACTION LAB (d.school – Stanford University / NovoEd, 2013)

INOVAÇÃO E COMUNICAÇÃO (Escola São Paulo, 2013)

ESCRITA CRIATIVA – OFICINA DE CONTOS (Escola São Paulo, 2011)

CURSO DE FRANCÊS (CUEF – Centre Universitaire d’Études Françaises, em Grenoble – França, 2009)

CURSO DE FRANCÊS (European Language Services, 2007-2009)

JORNALISMO CULTURAL (Espaço Revista Cult, 2007)

CURSO DE INGLÊS (Aspect New York, em Nova York – EUA, 2006)

ESCRITA CRIATIVA (Fábrica de Textos, 2004)

Ao conhecer 14 estados do Brasil e 16 outros países, tive contato com ampla diversidade de culturas e costumes, o que me ensinou muito sobre tolerância, humanidade, pluralidade e história. Ao viajar, gosto de conhecer mais sobre culturas locais, alimento minha bagagem ao visitar muitos museus, me hospedo na casa de pessoas locais, aprendo sobre a história do lugar, busco sair da rota turística e experimentar a culinária local. Também fortaleci minha resiliência e aprendi a lidar com adversidades e imprevistos, e a me comunicar sem necessariamente conhecer a língua local.

Fiz cursos livres, leituras e participei de diversos eventos para pensar a cidade contemporânea, seus elementos, seu funcionamento e suas exclusões.

Como falar comigo

     Gostou do que leu? Vamos trabalhar juntos?

Uma seleção das minhas reportagens está publicada no link ao lado