COMUNICADORA,

ESCRITORA

E HISTORIADORA

Comunicar e ensinar

Sou obstinada pela ampla divulgação da informação e do conhecimento como fator de transformação das pessoas, objetivo que busco tanto como historiadora quanto como comunicadora. A História é não apenas uma grande paixão, como a base a partir da qual tenho conteúdo para comunicar. O Jornalismo me apresentou ferramentas para transmitir esses conhecimentos da maneira mais eficaz. Para aprender de mais fontes e atingir mais pessoas, estudei línguas estrangeiras. Para chegar às pessoas onde elas estão e apresentar as ideias de uma maneira envolvente, dominei técnicas e plataformas além do texto.

A importância das narrativas

Em um período de impermanências e transições, em que temos um pé em um mundo conhecido, mas que não existe mais, e outro em um novo, ao qual pertencemos mas não entendemos ao certo as regras, algo nos conecta: precisamos de narrativas. Elas fazem parte de toda a nossa vida: descrevem quem somos, como estamos inseridos no mundo, nossa árvore genealógica, nossa visão de futuro, nossas utopias, nossas crenças, nossa nacionalidade, nossos relacionamentos, nossas escolhas.

A narrativa permeia tudo e é uma permanência que nos une às mulheres e aos homens que já viveram ao longo da história. Narrativas trazem sentido ao indivíduo e ao mundo. São ferramentas para compreender o que nos rodeia, e também para se sentir parte.

Eu construo narrativas. E não no sentido da fabricação mecânica e vazia, mas naquele que entende que o mundo do homem e suas simbologias são construções históricas, e que contar histórias vem da habilidade não apenas de saber alinhavar informações, mas de cuidar da sua forma. Construir narrativas é considerar o todo da comunicação: o que, para quem, como, em qual plataforma, com qual linguagem, usando qual conjunto de sentidos se comunica.

Eu desconstruo narrativas. E não no sentido da destruição, mas da compreensão das ideias e dos interesses contidos em discursos. Da análise crítica da narrativa para além da sua mais óbvia intenção. Em um mundo onde informação é poder, desconstruir e construir narrativas têm grande valor.

Sempre fui reconhecida por...

pesquisa

escrita

organização

criatividade

Interesses que me motivam

Como as coisas funcionam e por que são como são e não de outro jeito?
Sou incansável na tarefa de ir a fundo, desconstruir e confrontar diferentes discursos sobre um mesmo tema, buscar origens e transformações de um fenômeno e compartilhar isso com outras pessoas. Temas de interesse: história, comunicação, educação, artes e cultura, alimentação, cidades, mentalidades, gênero, ciências, museologia, design, psicologia.

Minhas ferramentas

Texto, fotografia, vídeo, design, línguas, sites em WordPress, redes sociais, Evernote e métodos de organização e sistematização de informações (GTD, mind mapping, design thinking).

fluente
intermediário
fluente

intermediário

Línguas são códigos de comunicação

Sou apaixonada pelo aprendizado de idiomas. Línguas são códigos não apenas que dão acesso e abrem portas para novos conhecimentos, mas que revelam toda a lógica de uma determinada cultura.

Além do português como língua nativa, aprendi e aprendo os idiomas ao lado (inglês, francês, espanhol e alemão).

Para quem já construí narrativas e o que aprendi com isso

Venho colaborando com a Editora Edebê como autora, editora e preparadora de texto em livros didáticos de história para o ensino fundamental e médio. Esse trabalho exige não apenas conhecimento histórico, mas didática, buscando uma linguagem adequada à faixa etária; síntese, considerando que há muito conteúdo para um espaço limitado; senso estético, para tornar o livro atrativo e envolvente para as crianças e adolescentes; e conhecimento da BNCC, para trabalhar as habilidades e os conteúdos previstos pela base curricular. No campo da ficção, fui editora da versão em língua portuguesa do livro de fantasia Os Portais de Tartae: As Duas Luas, de Márcia Soligo.

Formiga-me (2015-2020): como fundadora e sócia deste projeto editorial, aprendi gestão de projetos independentes, a elaborar parcerias, a pensar na monetização de uma plataforma jornalística, a articular maneiras de chegar ao público e se fazer visível com poucos recursos, a criar comunidade, a desenvolver uma linha editorial, a aprimorar o engajamento em redes sociais, a explorar recursos tecnológicos e audiovisuais além do texto (vídeo, áudio, além de iniciativas offline como jornal, guias da cidade e mapas colaborativos), a usar SEO para otimizar a busca pelos nossos conteúdos na internet, e a fazer palestras e ministrar workshops.

Editora Segmento (2005-2015): como estagiária, freelancer, redatora, sub editora, editora, coordenadora de novo projeto ao longo de alguns anos, tive a oportunidade de entender o funcionamento de uma redação como um todo, por diversos pontos de vista. Além disso, passei por mais de oito veículos da editora, e com isso aprendi a adaptar meus processos, as pautas e a linguagem a diferentes linhas editoriais e públicos. Também pude exercitar gestão de projetos editoriais e de equipe, além de usar a criatividade para fazer muito com poucos recursos. Foi essencial, da mesma forma, me aprofundar no tema de educação, de fundamental importância para o país e sobre o qual poucos jornalistas entendem.

Também tive experiência como repórter e editora de veículos independentes sobre sustentabilidade de 2007 a 2009: a Revista Sustenta! (inicialmente da CartaCapital, posteriormente da editora Trivela, que se tornou F451) e a revista Ideia Sustentável (nesta oportunidade eu escrevia reportagens semanais sobre o tema para o jornal Gazeta Mercantil). Com isso, não apenas pude aprender sobre o assunto, que estava se consolidando ainda no meio corporativo, como desenvolvi multifuncionalidades e prática para fazer o melhor trabalho possível com poucos recursos.

Trabalhei ainda esporadicamente como freelancer para outros veículos além da Editora Segmento, como Crescer, CartaCapital, Página 22.

Em todas as redações em que trabalhei, um dos maiores desafios era pensar no jornalismo online. Não apenas pelo sentido da monetização, mas também de formato, desatrelando o conteúdo do impresso. Fui não apenas repórter, mas editora e coordenadora de produtos online, e com isso tive a oportunidade de vivenciar as dificuldades das empresas de jornalismo nessa tarefa e também desenvolver propostas para novas abordagens.

Prêmio Cláudia: participei de três edições do prêmio que reconhece mulheres de destaque em 5 áreas (ciências, políticas públicas, cultura, negócios e trabalho social). Fiz um extenso trabalho de pesquisa para descobrir mulheres de todo o Brasil com um trabalho relevante na sua área. Fiz viagens para conhecer as finalistas e produzir perfis delas para a comissão julgadora. Neste trabalho exercitei minhas habilidades de pesquisa e redação de perfis. Nas revistas Sustenta! e Ideia Sustentável eu também era responsável pela pauta, redação e edição de perfis, o que sempre foi bastante estimulante para mim pelo caráter literário do estilo.

O trabalho com comunicação e sustentabilidade me colocou em contato com o mundo corporativo desde 2007. Atualmente colaboro com o Instituto Arapyaú (2019-), sendo responsável pela produção e edição de conteúdo digital (texto e imagens) para redes sociais, site e newsletters do Instituto e do Fórum Inova Cidades. Como redatora freelancer para a F451 (2014), tive a oportunidade de praticar como comunicar os valores e mensagens das empresas para seu público em em função do seu objetivo. Como sócia e coordenadora de conteúdo da Desformatados (2016-), pude aperfeiçoar esse tipo de comunicação na elaboração de sites (arquitetura, navegabilidade, conteúdo).

Meus compromissos com a difusão do conhecimento

  • Comunicar-se de maneira eficiente e atrativa de acordo com cada público, usando outros recursos que não apenas o texto (gráficos, podcasts, vídeos etc.)
  • Cuidar para que a forma não prejudique a integridade de conceitos
  • Transmitir conteúdos e ideias complexas de uma forma simples e inspiradora
  • Acompanhar as mudanças das ferramentas online para conseguir atingir o seu público em meio ao excesso de informação e estímulos – sem comprometer a qualidade do conteúdo
  • Incorporar efetivamente a diversidade e a representatividade
  • Aproximar os conhecimentos gerados pela pesquisa acadêmica do público geral

Formação

casper-libero

Comunicação Social (habilitação em Jornalismo) na Faculdade Cásper Líbero

fflch

História na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP

Minhas experiências

Com a graduação em História, aprimorei minhas habilidades de leitura, pesquisa, sistematização de informações, aplicação do método científico, análise de discursos, análise de rupturas e continuidades, estudo de visões discrepantes sobre um mesmo evento, desconstrução de tabus, visão de longa duração. Também passei a compreender a historicidade dos conceitos, períodos e movimentos, e como os eventos e formas de agir de hoje estão conectados a processos históricos. Compreender em profundidade a diferença entre história e memória foi bastante enriquecedor e útil para o entendimento de eventos atuais.

Busquei o jornalismo há 16 anos porque queria contar histórias. Aprendi com a profissão que ouvir, entender e “traduzir” o outro é parte essencial do processo. Tive a oportunidade de ouvir muitas experiências e opiniões em entrevistas ao longo dos anos, e sempre me preocupei em como comunicá-las por escrito de forma a manter a potência das histórias e conectar fonte e leitor. Por isso, ao longo do tempo passei a me identificar mais como comunicadora do que jornalista.

Trabalhei como jornalista de educação para veículos especializados por 12 anos, acompanhando as discussões, visitando escolas e entrevistando diretamente profissionais da área. Como historiadora, me reaproximei da área de um outro ponto de vista, refletindo sobre como melhor transmitir o conteúdo em sala de aula, tanto na academia como na produção de livros didáticos. De uma forma ou de outra, como filha de uma coordenadora pedagógica, a educação sempre esteve presente na minha vida, e vejo uma profunda conexão entre o educar e o comunicar.

PRODUÇÃO DE VÍDEOS JORNALÍSTICOS PARA A INTERNET (ANJ e Knight Center, 2016)

STORYTELLING IN VIDEO BASICS (New York Video School / Udemy, 2015)

CIDADES UTÓPICAS (Espaço de Cultura Bela Vista, 2015)

GESTÃO DE MÍDIAS SOCIAIS E MONITORAMENTO (ESPM, 2015)

SÃO PAULO – MAPAS DA CIDADE DE CRESCIMENTO ILIMITADO (Centro de Pesquisa e Formação do Sesc-SP, 2014)

FOTOGRAFIA COMPLETA (Museu da Imagem e do Som – MIS/SP, 2014)

ESCOLA DE PARKLET (Escola São Paulo, 2014)

ANÁLISE DE CIDADES (Escola São Paulo, 2014)

FINAL CUT PRO X (edição de vídeos para mac) (Museu da Imagem e do Som – MIS/SP, 2014)

DEVELOPING IDEAS FOR NEW COMPANIES (University of Maryland / Coursera, 2014)

THE STARTUP PITCH (Kauffman Fellows Academy / NovoEd, 2013)

OFICINA ORBITALAB (OrbitaLAB, 2013)

DESIGN THINKING ACTION LAB (d.school – Stanford University / NovoEd, 2013)

INOVAÇÃO E COMUNICAÇÃO (Escola São Paulo, 2013)

ESCRITA CRIATIVA – OFICINA DE CONTOS (Escola São Paulo, 2011)

CURSO DE FRANCÊS (CUEF – Centre Universitaire d’Études Françaises, em Grenoble – França, 2009)

CURSO DE FRANCÊS (European Language Services, 2007-2009)

JORNALISMO CULTURAL (Espaço Revista Cult, 2007)

CURSO DE INGLÊS (Aspect New York, em Nova York – EUA, 2006)

ESCRITA CRIATIVA (Fábrica de Textos, 2004)

Ao conhecer 14 estados do Brasil e 16 outros países, tive contato com ampla diversidade de culturas e costumes, o que me ensinou muito sobre tolerância, humanidade, pluralidade e história. Ao viajar, gosto de conhecer mais sobre culturas locais, alimento minha bagagem ao visitar muitos museus, aprendo sobre a história do lugar, busco sair da rota turística e experimentar a culinária regional. Também fortaleci minha resiliência e aprendi a lidar com adversidades e imprevistos, e a me comunicar sem necessariamente conhecer a língua oficial.

Uma seleção das minhas reportagens está publicada no link ao lado